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Pesquisa

Direção de Pesquisa

Uma rede latino-americana de pesquisa

A Direção de Pesquisa da FLAPPSIP reúne pesquisadores de diferentes instituições e países latino-americanos para promover a produção de conhecimento em psicanálise. Por meio de projetos colaborativos, busca compreender os desafios clínicos, sociais e culturais do nosso tempo, fortalecendo o diálogo entre a pesquisa, a prática psicanalítica e a realidade latino-americana.

Criada formalmente na Assembleia de 2021, a Direção de Pesquisa consolida uma trajetória iniciada mais de quinze anos antes, marcada pelo intercâmbio entre pesquisadores e instituições da FLAPPSIP. Hoje constitui um espaço permanente de pesquisa, cooperação e produção coletiva de conhecimento em psicanálise.

Objetivo Geral

Promover a pesquisa em psicanálise por meio da construção de um espaço coletivo, interinstitucional e intergeracional, capaz de produzir conhecimento, estimular a reflexão crítica e ampliar o diálogo entre as diferentes instituições da FLAPPSIP.

Objetivos Específicos

Nossa atuação está orientada por três eixos:

  • Pesquisar os fenômenos sociais e as transformações da cultura latino-americana a partir de uma perspectiva psicanalítica.
  • Construir metodologias de pesquisa compartilhadas entre as instituições, respeitando a singularidade dos diferentes objetos de estudo.
  • Difundir a pesquisa psicanalítica e promover o intercâmbio entre pesquisadores da América Latina.

Área de Pesquisa

Pesquisas em andamento

Psicossomática

Tema

Indicadores de mudança subjetiva no processo de elaboração psíquica de casos clínicos com transtorno psicossomático, sob uma perspectiva psicanalítica.

Este estudo busca ampliar o conhecimento sobre as intervenções que favorecem o tratamento de pacientes psicossomáticos, bem como identificar indicadores de mudança subjetiva ao longo do processo terapêutico.

Coordenadora:
Lic. Elsa Hecht (AEAPG)

Co-coordenadora:
Lic. Carina Rudistein (AEAPG)

Equipe:

  • Roxana Boso (AEAPG)
  • Vanesa Bruni (AEAPG)
  • Verónica Luftman (AEAPG)
  • Alejandra Pujol (AEAPG)

Assexualidades

Tema

Assexualidades: um enigma a decifrar? Comunidades e assexualidade. A importância das comunidades virtuais.

Este tema nos interpela como psicanalistas, convidando-nos a revisitar o lugar da sexualidade em sua articulação com a cultura. Esperamos que nossa contribuição amplie a compreensão da assexualidade no campo do desejo, distinguindo-a da sexualidade enquanto prática sexual. Compreendemos a assexualidade como um saber do corpo, uma linha de fuga micropolítica e uma das múltiplas possibilidades dos modos de existência.

Nossa hipótese é que as comunidades virtuais desempenham uma função psíquica de ligação, produzindo efeitos identitários. Elas possibilitam a construção de identificações e influenciam os processos de constituição da subjetividade.

Coordenadora:
Lic. Marta De Giusti (AEAPG)

Co-coordenador:
Lic. Eugenio Lafon Nieto (ASAPPIA)

Equipe:

  • Deborah Rydel (AUDEPP)
  • Susana Chávez (CPPL)
  • Miguel Maldonado (ADPP)

Adolescência e migração

Tema

Uma leitura psicanalítica contemporânea sobre a migração adolescente por meio das obras literárias de María Teresa Andruetto.

Esta pesquisa busca contribuir para a construção de uma compreensão psicanalítica da experiência migratória na adolescência, oferecendo subsídios que favoreçam a redução da violência e promovam uma percepção mais ética e valorizada do outro, livre de estigmas.

Propõe-se, ainda, a compreender as condições socioculturais de púberes e adolescentes na Argentina contemporânea por meio da literatura, entendida como expressão ficcional e mediadora dos processos de subjetivação.

Coordenadores:

  • Fabián Actis Caporale (AEAPG)
  • Lili Diament (AEAPG)

Equipe:

  • José Cernadas (AEAPG)
  • Susana Mindez (AEAPG)
  • Abel Zanotto (AEAPG)

Área de Pesquisa na Revista da FLAPPSIP

Espaço de Debate na Revista Intercâmbio Psicanalítico

A Pesquisa Psicanalítica em Debate

A criação, em 2008, do Espaço de Pesquisa da FLAPPSIP teve como principal motivação o questionamento acerca da pesquisa em psicanálise. Hoje, já constituídos como Direção de Pesquisa, essa pergunta, que se mostrou tão fecunda naquele momento, vem sendo sustentada ao longo de todos esses anos, juntamente com a abertura para novas temáticas de pesquisa, que foram construindo um campo de experiências em torno de diferentes problemáticas clínicas, culturais, sociais e comunitárias.

O que é pesquisar em e para a psicanálise?

Partindo de nossas próprias experiências, logo no início surgiu a pergunta sobre como pesquisar e quais temas pesquisar. Seriam apenas aqueles oriundos da clínica? E o mal-estar na cultura? E as sucessivas temáticas que emergiam de nosso contexto latino-americano, trazidas por colegas que atuavam em diferentes espaços, como escolas, tribunais, prisões, junto às diversas sexualidades, crianças e adolescentes vulneráveis e em situação de vulneração?

Como abrir espaço para a produção de novos saberes em nossa disciplina?

A importância que a psicanálise foi adquirindo na cultura e no campo da assistência exigiu — e continua exigindo — que os analistas possam demonstrar e refletir sobre seus resultados. É evidente que a pesquisa tornou-se um tema central tanto nas instituições psicanalíticas quanto nos meios acadêmicos.

Foi assim que surgiu, na Direção de Pesquisa, a proposta de colocar essa questão em trabalho com diferentes pesquisadores, a partir de uma pergunta orientadora:

Como se pesquisa hoje em psicanálise? A cozinha da pesquisa.

Com o objetivo de encontrar algumas respostas para esse interrogante, a Direção de Pesquisa vem convidando diversos colegas pesquisadores a apresentarem suas experiências de pesquisa. Esses trabalhos estão publicados na revista Intercâmbio Psicanalítico, no espaço dedicado à Direção de Pesquisa.

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